A SAP – Sociedade dos Apicultores de Portugal, organiza um Curso de Criação de Rainhas nos dias 2, 4, 6, 7, 9, 11 e 14 de maio (componente teórica e prática).
Pode inscrever-se e obter mais informações contactando diretamente a SAP.
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Foi apresentado durante o IV Congresso Ibérico de Apicultura que decorreu de 8 a 10 de abril em Salamanca, um trabalho científico da responsabilidade da equipa coordenada pela Dr.ª Maria José Valério – responsável pela Patologia Apícola no Laboratório Nacional de Referência em Saúde Animal no INIAV, que mais uma vez alerta para os perigos que decorrem para o efetivo apícola nacional da importação de rainhas de outras subespécies, e que conclui que a Apis mellifera iberiensis, estando perfeitamente adaptada às condições edafoclimáticas do nosso território, ao maneio praticado em Portugal, à nossa flora e às afeções existentes no nosso País, é a melhor opção para os apicultores portugueses.
O TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO
Durante os anos 2014 e 2015 realizou-se no serviço de Patologia Apícola do INIAV o controlo sanitário das “amas”, que acompanhavam as rainhas provenientes de duas importações da Argentina, e que tinham como destino apiários no Alto Alentejo. Como se trata de um país terceiro, o decreto-lei nº 79/2011, que transpõe para a normativo legal nacional a Diretiva Comunitária 91/496/CE, obriga à verificação da presença do coleóptero Aethina tumida e do ácaro Tropilaelaps spp (doenças exóticas) no material importado.
Para além destas duas doenças exóticas foram também pesquisados nas “amas” que acompanhavam as rainhas da raça Apis mellifera ligustica provenientes da Argentina em duas importações diferentes, outros agentes patogénicos tais como: Varroa destructor, Nosema spp, Acarapis woodi e Senotainia tricuspis.
Sabendo-se que a alimentação e higiene da rainha é uma responsabilidade das obreiras, estas ao poderem estar contaminadas, poderão contaminar a rainha que é o suporte biológico de toda a colónia.
MATERIAL E MÉTODOS
No ano de 2014 foram rececionadas e processadas no serviço de Patologia Apícola do Laboratório Nacional de Referência em Saúde Animal do INIAV, as “amas” provenientes de 95 gaiolas e distribuídas por 3 grupos de análises respetivamente com os números internos PAT-14-4048, PAT-14-4049 e PAT-14-4050. Este material foi sujeito à observação minuciosa com o auxílio de lupa estereoscópica, para possível identificação do coleóptero Aethina tumida e do ácaro Tropilaelaps spp. O mesmo material foi processado da forma habitual para diagnóstico das principais doenças que afetam o efetivo apícola, através da observação por microscópio ótico. Todo o material identificado como positivo ao Nosema spp. foi também sujeito a técnicas de biologia molecular (PCR) que permitiram classificar a espécie do microsporídeo presente. As “amas” correspondentes às 100 rainhas que entraram em 2015 com número de análise PAT-15-5409, apenas foram sujeitas à pesquisa de Aethina tumida e Tropilaelaps spp.

Gostaríamos de referir que no âmbito do Plano Integrado de Controlo Oficial de Colmeias (PICOA) durante o ano 2015 foram realizadas 3 visitas a apiários, no Alentejo, onde tinham sido introduzidas as rainhas de 2014 provenientes da Argentina. Em cada um realizou-se uma colheita de material apícola, constituída por abelhas adultas e favos de criação, sendo registados no Serviço de Patologia Apícola com as referências PAT-15-26767, PAT-15-26768 e PAT-15-26769.
Não foi detectada nem a presença do coleóptero Aethina tumida, nem do ácaro Tropilaelaps spp nas “amas” que acompanharam as rainhas importadas em 2014 e 2015. Relativamente à pesquisa efetuada a outros agentes patogénicos nas amas de 2014, verificámos a presença de Varroa destructor e Nosema spp. Todas as amostras positivas para Nosema spp. pertenciam à espécie N. ceranae. No quadro I estão indicados os resultados obtidos na vigilância em 2015 dos apiários que receberam rainhas importadas em 2014.

Em virtude da falta de informação relativa ao estado higio-sanitário destes apiários antes da importação, fica por esclarecer se os agentes identificados no Quadro I foram ou não introduzidos por aquela importação.

A DGAV divulgou o Plano de Emergência para Aethina tumida, o qual foi recentemente aprovado e homologado pelo Sr. Diretor Geral da Alimentação e Veterinária, Prof. Dr. Álvaro Luís Pegado Lemos de Mendonça.
Este plano é constituído por um Manual de Operações e respetivos anexos, o que estará brevemente disponível no portal da DGAV.