Num artigo recentemente publicado na revista Apidologie, investigadores da Universidade de Maryland e da USDA (United States Department of Agriculture) – em parceria com investigadores do Departamento de Ecologia da Universidade Sueca de Ciências Agrárias em Uppsala, apresentaram os resultados obtidos no Rastreio Epidemiológico de Doenças das Abelhas feito nos Estados Unidos da América entre 2009 e 2014.
Este estudo permitiu identificar e quantificar, ao longo dos 5 anos de duração da investigação, as principais ameaças à saúde das abelhas, tendo concluído que a Varroose, a Nosemose e os vírus são as mais significativas e relevantes. A infestação de Varroa varia ao longo dos anos, com um pico anual no Outono, enquanto a Nosemose apresenta picos de infestação nos meses de Janeiro a Abril. A enorme prevalência de Varroa no efetivo apícola Norte-Americano é ainda assim, inferior nas colmeias dos apicultores que praticam transumância relativamente às dos apicultores fixistas (84,9 % contra 97.0 %). No caso da Nosemose esta era mais prevalente nas colmeias dos apicultores transumantes: 59,9 % contra 46.7 % de prevalência nas colmeias não transumantes.
Outros dados que os autores consideram bastante relevantes são (i) a prevalência do Vírus da Paralisia Crónica duplicar anualmente desde 2010, (ii) terem detetado uma forte correlação entre a Varroose e os vírus transmitidos por esse parasita, (iii) mas também entre a Nosemose e o Vírus 2 do Lago Sinai.
Veja o resumo do artigo na página da APIDOLOGIE.



