FRUTER promove Curso de Criação de Rainhas

A nossa associada FRUTER – Associação de Produtores de Frutas, de Produtos Hortícolas e Florícolas da Ilha Terceira irá realizar de 15 a 19 de junho um curso de criação de rainhas, em regime pós-laboral.

Esta iniciativa é uma parceria com a empresa comercial MACMEL de Macedo de Cavaleiros, sendo o próprio gerente desta, Francisco Rogão, o formador.

Esta iniciativa destina-se a todos os apicultores interessados, apesar de haver prioridade aos associados da Fruter/Frutercoop. Os não sócios poderão desde logo deixar a sua inscrição que será confirmada depois do dia 15 de maio, data limite para a inscrição de sócios.

As inscrições serão limitadas a um máximo de 20 formandos.

Contactos: 295 20 40 55 / 295 20 40 50 / 964 703 474 ou frutercoop@fruter.pt

Curso de Criação de rainhas

MELBIONISA aprovada como Criadora de Rainhas

O Centro de Criação de Rainhas da Melbionisa – Agrupamento de Produtores Apícolas do Norte Alentejano, Lda. foi aprovado pela DGAV como entidade aprovada para criação de rainhas no passado dia 9 de maio de 2016.

A partir dessa data, os apicultores portugueses contam com mais uma entidade aprovada para fornecer rainhas autóctones, as quais são financiadas no âmbito da Ação 5 do Programa Apícola Nacional. Ver mais informações no Portal do GPP – Programa Apícola Nacional.

A lista de entidades aprovadas pela DGAV para aquisição de Rainhas, no âmbito da  Medida 5 do PAN 2014-2016, passa então a ser a seguinte:

  • APILEGRE – Associação dos Apicultores do Nordeste Alentejano
  • MELTAGUS – Associação de Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional
  • PINUS VERDE – Associação de Desenvolvimento
  • A.A.R.L. – Associação de Apicultores da Região de Leiria
  • Centro de Criação de Rainhas da Melbionisa, Agrupamento de Produtores Apícolas do Norte Alentejano, Lda. – Registo nº  PT01-CCR-DGAV-2016

Vespa velutina – Apresentado Projeto GESVESPA

O projeto GESVESPA – Estratégias de Gestão Sustentável da Vespa velutina (POSEUR-03-2215-FC-000008-GESVESPA), cujo termo de aceitação foi assinado a 31 de março pelo INIAV, entidade líder do projeto, foi ontem formalmente iniciado com uma reunião de trabalho entre todos os parceiros que integram o consórcio responsável pela sua execução no terreno.

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Para além do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, os parceiros do projeto são a DGAV – Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, a FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, o IPB – Instituto Politécnico de Bragança, a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o IPVC – Instituto Politécnico de Viana do Castelo e as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Cávado, Ave e Tâmega e Sousa. Com este projeto pretendem os parceiros atingir vários objetivos, nomeadamente:

  1. Satisfazer as necessidades de investigação identificadas no Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal, nomeadamente nas seguintes matérias:
    a. Reprodução, etologia, genética e sanidade da Vespa velutina;
    b. Avaliação de potenciais riscos sanitários para o efetivo apícola;
    c. Modelos preditivos para a evolução da disseminação da espécie;
    d. Métodos de gestão do risco e controlo (eliminação de espécimes e destruição de ninhos).
  2. Estudar o impacto da Vespa velutina sobre os ecossistemas e sobre os serviços de polinização que suportam;
  3. Análise do comportamento biológico da espécie nas áreas de disseminação/ocupação (um melhor conhecimento do seu ciclo biológico fornecerá informação suficiente para elaborar previsões sobre a forma como a espécie pode evoluir e, portanto, definir medidas preventivas e de luta de uma forma mais efetiva);
  4. Desenvolvimento e teste de boas práticas de controlo e de erradicação da espécie;
  5. Divulgação da problemática associada à introdução da espécie em Portugal e promoção da sensibilização pública para os riscos associados.

A fase inicial do projeto compreende a criação de uma rede de armadilhas para captura e monitorização da população de Vespa velutina na zona invadida e nas zonas limítrofes, a cuja manutenção e acompanhamento será feito pela FNAP através das organizações de apicultores. Estas terão a seu cargo armadilhas que serão colocadas em apiários previamente definidos, e permitirão recolher dados que serão utilizados para estudar a dinâmica populacional desta espécie invasora, mas também criar modelos de previsão da sua expansão territorial, com os quais se pretende contribuir para a minimização dos prejuízos sentidos pelos apicultores nacionais.

Vespa velutina Prejuízos para a Apicultura
10 % de perda potencial de produção nacional de Mel, equivalente a € 5 milhões;
Diminuição da produtividade média anual na região invadida face à média nacional;
Aumento de 10% nos custos variáveis por colmeia/ano (+ 3,65 €/ano/colmeia), correspondentes a custos com armadilhas e outros equipamentos de controlo da predação (colocação em média de 5 armadilhas para um apiário de 50 colmeias), iscos, visitas extra para manutenção de armadilhas, alimentação artificial e dificuldades no repovoamento (encurtamento do período de fecundação de rainhas);
• Apesar de não existirem dados oficiais utilizáveis que permitam quantificar um eventual aumento da mortalidade na região afetada, apicultores sentem dificuldades acrescidas em repor as perdas invernais;
Perda da robustez genética da população de Apis mellifera iberiensis.

Imagem dos parceiros