FNAP CELEBRA PROTOCOLO COM A NAVIGATOR

A FNAP formalizou recentemente a assinatura de um protocolo com a The Navigator Company que permitirá aos apicultores portugueses instalar apiários nas propriedades florestais sob gestão dessa empresa.

Com este protocolo, a FNAP pretende fomentar práticas de gestão florestal compatíveis com a apicultura, contribuindo assim para a defesa, promoção e desenvolvimento da atividade apícola.

A Navigator Company cede à FNAP, a título temporário e gratuito, parcelas que integram o património florestal do Grupo para que os apicultores inscritos nas organizações de apicultores associadas da FNAP possam aí proceder à instalação de apiários e desenvolver a sua atividade.

Além do cumprimento da legislação aplicável relacionada com a floresta, a The Navigator Company garante, através desta parceria, que a zona de colocação dos apiários, assim como as zonas de acesso, é mantida limpa dos sobrantes resultantes da sua atividade silvícola, garantindo também, a correta formação dos seus técnicos e operadores florestais que frequentam a zona para realização de trabalhos nas imediações dos apiários, de forma a promover a sua segurança.

A Navigator promoverá a gestão das parcelas para renovação de pastagens, eliminação de restolho e gestão de massas combustíveis, recorrendo a práticas sustentáveis físicas e mecânicas, sem prejuízo para o pastoreio apícola.

Os apicultores interessados em beneficiar deste protocolo devem contactar a sua organização de apicultores, a qual informará das obrigações decorrentes e das propriedades em causa.

Lista das propriedades incluídas no Protocolo FNAP – NAVIGATOR

 

PROGRAMA “FAÇA CHUVA, FAÇA SOL” DE 12 DE JUNHO DE 2021

O Protocolo celebrado entre a FNAP e a NAVIGATOR foi tema central do programa da RTP “Faça Chuva, Faça Sol”.

 Com particular destaque para a Herdade da Caniceira, em Abrantes, a reportagem demonstra a importância deste Protocolo, que abrange muitas mais propriedades da NAVIGATOR em todas as regiões do país.

Estas propriedades florestais proporcionam aos apicultores filiados na FNAP mais locais para instalar as suas colmeias, beneficiando em simultâneo da presença das abelhas, as quais potenciam, através da atividade polinizadora, a biodiversidade e a sustentabilidade dos ecossistemas.

 

CERA ADULTERADA COM ESTEARINA IMPRÓPRIA PARA A APICULTURA

Foi recentemente publicado na revista Apidologie, um artigo científico onde se estuda o efeito da adulteração de ceras com estearina e parafina na sobrevivência da criação de abelhas da espécie Apis mellifera.

Consulte aqui o artigo.

A estearina (ou ácido esteárico) é muitas vezes misturada com parafina para melhorar a resistência mecânica das ceras adulteradas.

Segundo os autores, fica comprovado que o favo formado a partir de cera moldada adulterada com estearina provoca uma diminuição (estatisticamente significativa) da sobrevivência da criação, quando comparada com a sobrevivência da criação em favos construídos a partir de cera de abelha não adulterada.

Esta mortalidade é significativa para diferentes concentrações de estearina (10%, 30%, e 50% de estearina, o que corresponde a 3,9%, 11,7% e 19,5% de ácido esteárico, respetivamente). De referir ainda que a criação nestes quadros apresenta-se muitas vezes em mosaico, ainda que a postura da rainha tenha sido homogénea. A criação em mosaico deve-se á morte de criação, em particular de larvas, muito provavelmente devido a alterações nas propriedades da geleia real. As larvas transferidas para cúpulas com cera adulterado com estearina apresentam o mesmo problema.

A utilização de cera moldada adulterada com parafina não reduz a taxa de sobrevivência da criação, mas diminui a resistência mecânica do favo.

O estudo conclui que qualquer que seja a percentagem de estearina/ácido esteárico com que se adultere a cera de abelha, torna esta imprópria para utilização na apicultura.

FRAUDE NO MERCADO DE MEL – TRÊS ARTIGOS DE RON PHIPPS

O site APISERVICES disponibilizou ontem três conteúdos da autoria de Ron Phipps, Vice-Presidente da Comissão Científica de Economia Apícola da APIMONDIA, todos dedicados à temática da fraude no mercado de mel.

Trata-se de um assunto de bastante relevo e importância sector apícola nacional e europeu, uma vez que o mel é o terceiro produto mais adulterado na indústria alimentar a nível mundial.

Num destes artigos, Ron Phipps propõe duas determinações a ser adotadas a nível mundial, sempre que se estabeleçam contratos entre fornecedores e a indústria alimentar. Essas determinações são (a) um sistema de rastreabilidade que inclua a modo de produção, extração, processamento e embalamento, mas também as origens botânicas e as condições climáticas; e (b) que se estabeleçam (globalmente) metodologias de análise capazes de detetar todos os processos de adulteração do mel atualmente conhecidos.

Consulte aqui estes conteúdos: