A APIMIL organiza no próximo dia 30 de abril o Seminário “A Flora Apícola e as suas potencialidades”, no qual serão abordados várias e interessantes temáticas. Este evento decorre no Auditório InCubo em Arcos de Valdevez das 09h00 às 18h00.
A inscrição nesta iniciativa tem um custo de 15 €, e pode ser feita contactando diretamente a APIMIL (962 889 512 ou 933 207 383).
O Programa previsto é o seguinte:
8.30 – 9.00 h: Entrega de documentação (boletim de apiário, resumos do seminário)
9.00h – 9.20h: Abertura oficial: – Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez: Dr. João Manuel Esteves
– Director Regional Adjunto DRAP-N: Eng.º Mário Araujo e Silva
– Presidente da APIMIL: Enf.º Alberto Dias
A FLORA APÍCOLA E AS SUAS POTENCIALIDADES
Moderador: Eng.º Julio Pereira (CIM)
9.30 – 10.00h: A flora melífera no Alto Minho e as suas potencialidades na transumância. Engª José Pires (IPVC – Ponte de Lima)
10.00 – 10.40h: A flora e a relação com o maneio. Engº Luís Baptista (Agrónomo)
10.40 – 11.00h: Debate
11.00 – 11.15h: Pausa para café
I PARTE: O MANEIO APÍCOLA
Moderador de Mesa: Prof. Dr. Nuno Viera Brito (IPVC)
11.15 – 12.00h: Diversidade no maneio de desdobramentos. Apicultor Luís Pereira
12:00 – 12.45h: Importância de rainhas na produção apícola. Dr. André Halak – LOUSÃMEL
12.45 – 13.00h: Debate
13:00 – 15.00h: Pausa para almoço (Restaurante “Floresta”)
II PARTE: O MANEIO APÍCOLA
Moderador de Mesa: Eng.ª Sónia Almeida (ADERE)
15.00 – 15.45h: As ceras na apicultura. Eng.º Miguel Maia – APIMIL
15.45 – 16.00h: Pausa para café
16.00 – 17.00h: Uma ferramenta auxiliar no maneio apícola: a inseminação artificial. Demonstração prática. Apicultor Paulo Gonçalves – ProApis
17.00 – 17.15h: Debate
17:15 h: Sorteio de rainhas / Convívio
18:00 h: Encerramento
A SAP – Sociedade dos Apicultores de Portugal, organiza um Curso de Criação de Rainhas nos dias 2, 4, 6, 7, 9, 11 e 14 de maio (componente teórica e prática).
Pode inscrever-se e obter mais informações contactando diretamente a SAP.
Foi apresentado durante o IV Congresso Ibérico de Apicultura que decorreu de 8 a 10 de abril em Salamanca, um trabalho científico da responsabilidade da equipa coordenada pela Dr.ª Maria José Valério – responsável pela Patologia Apícola no Laboratório Nacional de Referência em Saúde Animal no INIAV, que mais uma vez alerta para os perigos que decorrem para o efetivo apícola nacional da importação de rainhas de outras subespécies, e que conclui que a Apismelliferaiberiensis, estando perfeitamente adaptada às condições edafoclimáticas do nosso território, ao maneio praticado em Portugal, à nossa flora e às afeções existentes no nosso País, é a melhor opção para os apicultores portugueses.
O TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO
Durante os anos 2014 e 2015 realizou-se no serviço de Patologia Apícola do INIAV o controlo sanitário das “amas”, que acompanhavam as rainhas provenientes de duas importações da Argentina, e que tinham como destino apiários no Alto Alentejo. Como se trata de um país terceiro, o decreto-lei nº 79/2011, que transpõe para a normativo legal nacional a Diretiva Comunitária 91/496/CE, obriga à verificação da presença do coleóptero Aethinatumida e do ácaro Tropilaelapsspp (doenças exóticas) no material importado.
Para além destas duas doenças exóticas foram também pesquisados nas “amas” que acompanhavam as rainhas da raça Apismelliferaligustica provenientes da Argentina em duas importações diferentes, outros agentes patogénicos tais como: Varroa destructor, Nosemaspp, Acarapis woodi e Senotainiatricuspis.
Sabendo-se que a alimentação e higiene da rainha é uma responsabilidade das obreiras, estas ao poderem estar contaminadas, poderão contaminar a rainha que é o suporte biológico de toda a colónia.
MATERIAL E MÉTODOS
No ano de 2014 foram rececionadas e processadas no serviço de Patologia Apícola do Laboratório Nacional de Referência em Saúde Animal do INIAV, as “amas” provenientes de 95 gaiolas e distribuídas por 3 grupos de análises respetivamente com os números internos PAT-14-4048, PAT-14-4049 e PAT-14-4050. Este material foi sujeito à observação minuciosa com o auxílio de lupa estereoscópica, para possível identificação do coleóptero Aethinatumida e do ácaro Tropilaelapsspp. O mesmo material foi processado da forma habitual para diagnóstico das principais doenças que afetam o efetivo apícola, através da observação por microscópio ótico. Todo o material identificado como positivo ao Nosemaspp. foi também sujeito a técnicas de biologia molecular (PCR) que permitiram classificar a espécie do microsporídeo presente. As “amas” correspondentes às 100 rainhas que entraram em 2015 com número de análise PAT-15-5409, apenas foram sujeitas à pesquisa de Aethinatumida e Tropilaelapsspp.
Fig. 1 – Ácaro Tropilaelaps spp. (1), Aethina tumida (2), esporos de Nosema (3), Varroa (4), caixa rececionada com as gaiolas e as respetivas “amas” acompanhantes de cada rainha (5).
Gostaríamos de referir que no âmbito do Plano Integrado de Controlo Oficial de Colmeias (PICOA) durante o ano 2015 foram realizadas 3 visitas a apiários, no Alentejo, onde tinham sido introduzidas as rainhas de 2014 provenientes da Argentina. Em cada um realizou-se uma colheita de material apícola, constituída por abelhas adultas e favos de criação, sendo registados no Serviço de Patologia Apícola com as referências PAT-15-26767, PAT-15-26768 e PAT-15-26769.
Não foi detectada nem a presença do coleóptero Aethinatumida, nem do ácaro Tropilaelapsspp nas “amas” que acompanharam as rainhas importadas em 2014 e 2015. Relativamente à pesquisa efetuada a outros agentes patogénicos nas amas de 2014, verificámos a presença de Varroa destructor e Nosemaspp. Todas as amostras positivas para Nosemaspp. pertenciam à espécie N. ceranae. No quadro I estão indicados os resultados obtidos na vigilância em 2015 dos apiários que receberam rainhas importadas em 2014.
Quadro 1 – Resultados obtidos da vigilância de 2015 Fig. 2 – Eletroforese dos produtos de PCR
Em virtude da falta de informação relativa ao estado higio-sanitário destes apiários antes da importação, fica por esclarecer se os agentes identificados no Quadro I foram ou não introduzidos por aquela importação.
Poster apresentado no IV Congresso Ibérico de Apicultura da autoria de Maria José Valério, Gisela Alvim, João Silva e Sofia Quintans