ALUNOS DA TERCEIRA, AÇORES, APRENDEM A CUIDAR DAS ABELHAS E DA BIODIVERSIDADE

Uma iniciativa da Escola Secundária Vitorino Nemésio, permitiu aos alunos do Curso Técnico de Geriatria contactar com o mundo das abelhas e da apicultura.

Esta iniciativa permitiu a estes alunos contactar diretamente com apicultores,  agricultores biológicos e investigadores, procurando dessa forma ver respondidas algumas questões como “achas que as abelhas são importantes”, ou avaliar”o que aconteceria se estas desaparecessem”. De destacar a visita a um apiário, o que permitiu a estes jovens contactar diretamente com a realidade da vida das abelhas, com o trabalho do apicultor e a sua importância para a economia da região e para a preservação da biodiversidade.

Veja abaixo a notícia completa publicada na imprensa regional.

PROGRAMA APÍCOLA NACIONAL 2020/2022

CARTA ABERTA AOS APICULTORES PORTUGUESES

Lisboa, 25 de junho de 2019

 

O Programa Apícola Nacional é a principal ferramenta comunitária de apoio à Apicultura. Em Portugal é o único apoio de que beneficiam os apicultores, facto que contrasta com imagem que se pretende passar – de que as instâncias comunitárias estão preocupadas com o setor apícola, com os apicultores e com todas as questões ambientais crucias para o sucesso da nossa atividade.

Atualmente está em discussão a Portaria que estabelecerá as regras de execução do Programa Apícola Nacional para o triénio 2020/2022 (PAN 2020/2022). Enquanto representante dos apicultores, a FNAP transmitiu, às entidades que no Ministério da Agricultura têm a responsabilidade de gerir o PAN, que encara com grande apreensão o futuro desta ferramenta de apoio.

Para a FNAP é evidente que o PAN 2020/2022, nos moldes que agora se apresenta, não cumprirá a sua função de apoio à apicultura nacional e tão pouco contribuirá para a sua evolução. De facto e apesar do PAN 2020/2022 manter as ações mais emblemáticas, como é o caso da Assistência Técnica e do medicamento contra a Varroose, o seu novo figurino impedirá que tal venha a acontecer.

É nosso entendimento que a redução do apoio a conceder para a realização de dois tratamentos por colmeia, de 6,00 €/colmeia para 2,00 €/colmeia, traduzir-se-á num esforço financeiro acrescido para a maioria dos apicultores. Porquê reduzir o apoio quando o orçamento aumenta em 40%? Porque reduzir o apoio se nenhuma alteração ocorreu naquilo que são os fundamentos para a existência da ajuda sanitária no Programa Apícola Nacional desde o seu início, ou seja:

  • A Varroose continua a ser o principal estrangulamento à apicultura mundial;
  • A inexistência de controlo eficaz da Varroose torna a prática apícola no médio e longo prazo comercialmente insustentável (a produtividade diminui para além do limite do economicamente viável);
  • A ação concertada e organizada dos apicultores potencia a eficácia das medidas de controlo da Varroose, nomeadamente dos tratamentos, uma vez que diminui eventuais focos de reinfestação (por existência de apiários e colmeias não tratadas ou tratadas de forma ineficaz).

Estes fundamentos não se alteraram nem se alterarão no futuro, uma vez que são fulcrais para a sobrevivência do setor apícola nacional e comunitário e em nada dependem das metas estabelecidas para o PAN, dependendo, isso sim, da natureza do problema, da natureza da Varroose.

Para além de contribuírem para o aumento dos custos de produção, as alterações agora introduzidas à Ação 2.1 – Luta contra a Varroose, afastam os apicultores do PAN, contrariando a tendência dos últimos 6 anos. Os apicultores não estão disponíveis para ver aumentadas as exigências impostas, ao mesmo tempo que diminui o apoio a receber. A não adesão dos apicultores ao PAN terá consequências graves na taxa de execução financeira do Programa. A não adesão dos apicultores fará com que se devolvam a Bruxelas fundos que são essenciais para o desenvolvimento da apicultura nacional. Apoios que são críticos para a consolidação das mais de 1.000 explorações apícolas de Jovens Agricultores, apoiadas pelo PRODER e pelo PDR 2020.

Este cenário, que antecipamos como realista, constitui uma inversão relativamente àquilo que foi a evolução do PAN nos últimos 6 anos e ao aumento da sua atratividade junto dos apicultores. Algo foi bem feito no passado para que as candidaturas excedessem o orçamento disponível. Como justificará Portugal que o aumento do orçamento do PAN, em quase 40%, necessário e justificado, e sucessivamente adiado nos últimos 6 anos, não venha a ser gasto e tenha que ser devolvido. Trata-se de um luxo a que a apicultura portuguesa não se pode dar.

Para a FNAP estas consequências negativas podem ainda ser evitadas, bastando para tal que exista disponibilidade e vontade das entidades responsáveis pela gestão do PAN. É necessário (voltar a) adequar o PAN à realidade do setor.

Da parte da FNAP tudo faremos nesse sentido.

A Direção da FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal,

 

SEMINÁRIO – APICULTURA E VESPA VELUTINA – FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA 2019

A FNAP, o Centro de Competências da Apicultura e da Biodiversidade e a Feira Nacional da Agricultura organizam o seminário Apicultura e Vespa velutina – uma ameaça à biodiversidade ou um problema económico. Este seminário decorrerá em Santarém, na Sala Tejo do CNEMA, no próximo dia 11 de junho, pelas 10 horas, integrado na Feira Nacional da Agricultura 2019.

A entrada é gratuita (assim como a entrada na Feira no dia 11 de junho), mas limitada à lotação da sala, pelo que solicitamos a todos os interessados em assistir que façam AQUI A SUA INSCRIÇÃO PRÉVIA.

Este evento termina com a entrega dos prémios do Concurso Nacional de Mel 2019.

O Programa é o seguinte: